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domingo, 1 de maio de 2011

Capítulo 6: “Quando tirei força nos momentos mais difíceis.” Final


Tinha dias que chorava de tristeza, saí diversas vezes da loja com o pensamento de nunca mais voltar, e um dia disse para minha mãe que iria pedir demissão (contei toda historia para ela, e estava convicto de acatar o conselho dela), para minha surpresa ela disse que era para eu não pedir demissão, foi nesse período que pedir a Deus um novo emprego. Depois de algum tempo em meio a lágrimas falei ao meu patrão o quanto estava difícil trabalhar tendo que matar um leão todo dia, ele me ouviu atentamente disse que falaria com ela (mas nada mudou), e que eu era novo e que no futuro eu entenderia porque estava sofrendo tanto (de alguma maneira creio que Deus o usou para falar algo que hoje entendo muito bem). Depois de um ano de luta Deus me concedeu um emprego concursado e eu nem precisei pedir demissão.
Quebrei muito a cabeça porque lutei com as forças que dispunha, se tivesse me esvaziado de mim mesmo, teria sofrido menos, me alegro porque é nas fraquezas que Deus trabalha. No entanto, após esses momentos difíceis tive que enfrentar um desafio muito grande que foi passar no concurso público. A prova escrita foi fácil (apesar de não ter estudado) passei em primeiro lugar na minha área, os problemas vieram no exame físico, nas abdominais fui uns dos primeiros a terminar, as dificuldades começaram na corrida de 1.800 metros (que para mim era uma corrida sem fim) em doze minutos.
Meu irmão estava do meu lado ele também havia passado no mesmo concurso (graças a Deus só consegui porque ele estava comigo), eram quatro voltas no estádio quando foi dada a partida ficamos logo para trás, não dava para acompanhar o ritmo dos outros competidores, na primeira volta falei para meu irmão que não iria ter forças até o fim para continuar correndo, ele para me incentivar disse que estamos preparados para aquilo (apesar de termos treinados menos de uma semana, sendo que aquela distância apenas três vezes), antes de completar a terceira volta ele parou e começou a andar, o cara que havia me incentivado e era o meu exemplo a seguir, agora parecia que não completaria a corrida...
Nesse momento comecei a dizer a ele que ele tinha que correr porque se não eu não conseguiria (e não pense que era uma forma de motiva-lo era a pura verdade), acabei parando logo e meu irmão começou a correr eu ficara em último e andando meu coração acelerava, porque pensava que o sonho de sair da loja estava cada vez mais longe, qual grande seria minha decepção se não conseguisse chegar no final e conquistar esse concurso, era acima de tudo uma realização pessoal e uma rota de escape. Eu e meu irmão Ailton fizemos a terceira volta andando, esgotados minha respiração era forte e minhas pernas na obedeciam mais meu comando, olhei pro relógio e disse ao meu irmão que era possível chegar ao final andando antes dos doze minutos. Ele limitado pelo cansaço físico começou a correr devagarzinho, eu fiquei, mas enquanto ele se distanciava de mim Deus me deu força, comecei a correr, passei do meu irmão gritando: “vamos ainda dá pra chegar!
Quando estava perto da bandeira de chegada pensei em gritar, mas estava tão debilitado que apenas esperei meu irmão chegar, bati na mão dele e disse: “Nós chegamos, nós chegamos”. Fui o penúltimo naquela corrida, porém me sentia o campeão da prova, porque superei os meus limites, depois sentir tonturas e passei mau, no entanto, nunca vou esquecer a força que Deus me deu naquele dia.
Esse é o último capítulo desse livro, e sinceramente foi daqui onde comecei a pensar na minha fraqueza, e fazendo leitura nas cartas de Paulo, compreendi melhor o que eu passei e pude fazer com que angústias da minha alma pudessem redundar em vitória, não que tivesse forças para isso mais Cristo me ajudou em todas as maneiras, esse livro não é de auto-ajuda, mas pode ajudar a muitas pessoas aflitas a entender as aflições do presente, geram amadurecimento e transformação de vida se forem encarradas como tal, e se você acha que já sofreu muito, olhe para Cristo, Ele sofreu e venceu, tire força da sua fraqueza e viva melhor.

domingo, 24 de abril de 2011

Capítulo 6: “Quando tirei força nos momentos mais difíceis.”



Quando penso em momentos difíceis, lembro do meu primeiro emprego, deixei um currículo, uma semana depois fui chamado para uma entrevista e me sair tão bem (o detalhe é que só eu fui entrevistado) e o supervisor gostou tanto de mim que remarcou uma outra entrevista com o proprietário. Fui nessa segunda entrevista mais o dono estava com pressa e decidiu, que teríamos outra conversa para especificar o que realmente eu deveria fazer e se eu me encaixaria no perfil, ficaram de me ligar. Passou uma semana e eu estava impaciente, pois ainda não tinham me telefonado, liguei para o escritório e a secretaria disse que se precisassem de mim ligariam, eu fiquei desesperado porque contava como certo o emprego e de repente tudo foi por água abaixo, minha mãe apenas disse que tivesse paciência e se o emprego fosse meu, seria que apenas orasse, foi um conselho bastante simples mas que me acalmou muito (só para que você saiba estava precisando de um emprego urgentemente, já tinha dezenove anos e as cobranças e necessidades eram grandes).
Depois de três semanas fui chamado, fiquei muito contente e cheguei na empresa como todo mundo chega: sem saber absolutamente nada. Por isso comecei a fazer limpeza no local todos os dias, logo fui percebido pela gerente e o patrão, a tarefa que ninguém gostava de fazer era limpar a escada e na divisão de tarefas fiz questão de pegar as escadas. O início foi maravilhoso, três meses depois mudei de função passei a ser auxiliar de montagem, depois montador e em um ano e sete meses cheguei ao nível máximo da minha seção, e foi nesse período que tudo começou a mudar...
Uma nova gerente chegou na empresa, suas primeiras atitudes foram demitir os funcionários anteriores, eu de início, apoiei em algumas demissões e atitudes tomadas, mas logo percebi suas atitudes demagógicas e grosseiras, tentei fugir de conflitos o quanto pude, mas com o passar do tempo foi inevitável. Muitas coisas na empresa já não andavam bem, existia muita perseguição e assédio moral por parte principalmente da nova gerente, eu aquentei enquanto tive forças, até que as discussões começaram a ser constantes, já explodia com todo mundo, estressava por qualquer motivo, não suportava entrar na loja, todo dia era uma briga diferente, começou uma guerra psicológica entre mim e a gerente, é claro que não era só comigo, o problema é que quem batia de frente com ela era sumariamente demitido, quanto a mim ela pediu minha cabeça várias vezes ao meu patrão, mas por falta de profissional qualificado não conseguia minha demissão.

No próximo domingo o final do livro Tirando Força da Fraqueza.

Um abraço,

Rogerio.

domingo, 17 de abril de 2011

Capítulo 5: A fraqueza em Cristo revela sua humildade. Parte II



“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,
a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
Fp 2:5-11


Essas palavras de apóstolo Paulo é uma continuação, do que aprendemos no capítulo anterior, esse texto particularmente gosto muito, pois diz que Ele se esvaziou, em outra versão diz aniquilou. O contexto desse texto de Filipenses, trata da importância do amor fraternal, para que ninguém lute pelas próprias particularidades, partidarismo e vanglória, para que sejam com Jesus, pois Ele é o exemplo para nós, sendo Senhor toma forma de servo demonstrando o quanto é possível agradar a Deus, seguindo Jesus significa andar como Ele andou, porque mesmo sendo Deus não usou de usurpação do título para minimizar as aflições, ao contrário, Ele veio fazer a vontade do Pai, foi obediente e testificou dessa maneira que o Filho e o Pai são um.
Jesus sendo Messias não usou as prerrogativas messiânicas que os judeus esperavam (não veio como um super herói) ele se esvazia, tomando forma de servo, virou homem (era possível ser tocado), dessa forma a se mesmo se humilhou, sendo obediente na pior morte; que era a cruz. Jesus é Deus e permanece o Senhor, pois cumpriu todas as suas promessas, porque o que havia contra nós era um escrito de dívida e condenação, e só através do derramamento de sangue (de um justo, sem pecado) era possível pagar essa dívida e só Cristo faz isso pelo mundo, isso em fraqueza.

Próximo domingo o capítulo final.

domingo, 10 de abril de 2011

Capítulo 5: A fraqueza em Cristo revela sua humildade.


“Porque, de fato, foi crucificado em fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos, com ele, para vós outros pelo poder de Deus.” 2 Cor 13:4 A franqueza de mostra Cristo mostra sua humildade ou humanidade, este retrata Jesus em fraqueza (não porque fosse fraco), parece um contra-senso para maioria, parece até um escândalo, a verdade é que quando Jesus veio a este mundo ele tomou forma humana (carne e osso), ele se tornou empobrecido (ele se faz pobre mesmo sendo rico), ele se torna pobre e morre em fraqueza em nosso lugar, e é necessário dizer isso para melhor compreensão do texto e da temática abordada desde o início. Porém, a igreja em corintios tem tantos orgulhosos, presunçosos e cheios de autojustificação, que é por essa questão que o apóstolo menciona o termo fraqueza, os crentes dessa acreditavam que ser discípulos de Cristo, eram ser herdeiros da prata e do ouro (e quantos não querem ser herdeiros por esse pormenor), ser soldados do Senhor do exércitos que não perde nenhuma batalha, não que Jesus não seja o dono da prata e do ouro ou que ele não seja o Senhor dos exércitos e imbatível, o problema é a motivação errada dos falsos adoradores de Cristo, no entanto, sendo tudo isso e muito mais Ele deixar ser humilhado na cruz, se Ele aceitasse provocações dos fariseus, saduceus e escribas, Ele exterminaria toda raça humana com uma só palavra, e olhe que seria um momento bastante justo para isso, na cruz. Contrariando as expectativas de descer da cruz, ele se entrega como ovelha muda perante os seus tosquiadores. E não pense que prenderam Jesus, Ele que se entregou, não caia na ilusão de pensar que esbofetearam Jesus, Ele deixou se abatido, e nem mesmo cuspiram Nele, Ele deixou ser cuspido. Então dessa forma Cristo se revela humildemente, pense comigo se fosse Deus se deixaria ser humilhado?Passaria tanto sofrimento? Isso revela que mesmo Jesus sendo Deus, desce do trono para mostrar o quanto se importa com cada um de nós, para mostra o quanto o é maravilhoso não só na sua glória mais também na fraqueza. Deus não é apenas o Senhor que está nos altos céus, mas que se relaciona com o ser humano. Continua domingo que vem...

domingo, 3 de abril de 2011

Capítulo 4: Os momentos difíceis produzem esperança. (parte II atualizado)

O véu que havia no templo de Jerusalém, e que fazia separação entre Deus e os homens, é rasgado com a morte Cristo, sinal de que agora somos reconciliados com Ele mediante o Messias que havia de vim, por causa do amor (o amor esse que muda o destino da humanidade). O que eu gostaria de meditar nesse texto de Romanos é a alegria pro causa das tribulações, pois quando estamos passando privações temos a tendência de chorar, xingar, desesperar, de brigar, dizemos até que vamos lutar para consegui nossa vitória para depois nos alegrar com nossa própria glória (quantos crentes tem feito isso, não é mesmo?). O orgulho bobo que corroer o coração dos cristãos, porque a maioria dos evangélicos são as pessoas mais presunçosas que eu conheço alegam saberem quem é Deus, se realmente o conhecerem. Há ainda alguns soberbos que fazem de Deus seu pai, mas nunca foram feitos filhos (por meio do Espírito), dessa maneira pedem a visão de servos e começam a reivindicar a herança antes do tempo, acreditando que os filhos do Senhor não passam por privações. Quando sentirmos cansados e vencidos pelos problemas precisamos, ter discernimento que Deus vai agir, e perseverar, pois as derrotas que temos na caminhada nos vai vencedor, porque quem só vence nunca aprendeu a perder, e quem nunca perdeu não tem capacidade de controlar o seu orgulho na vitória, e perdendo uma batalha qualquer na vida, ficará desesperado sem saber o que fazer pois, não sabe viver sem vitória (porque não tem experiência nas derrotas), o verdadeiro vencedor é aquele que acima de tudo saber perder, passar por diversas dificuldades, no entanto, perseverar pois isso gera experiência, porque isto é fundamental na tribulação, ou você acha que não?Quantas decepções você já passou que na hora fosse fica reclamando da vida, dizendo que estava acabado, e só depois de muito tempo compreende como Deus trabalhou na sua vida através de uma decepção e o quanto você ficou mais experimentada. Namoro tem muito disso, as dificuldades no namoro ou noivado, é para gerar experiência em ambos, mesmo a separação pode ser de extrema importância para amadurecer os dois para um próximo relacionamento, e mesmo casando os problemas vão acontecer (não existe uma plenitude nisso). Paulo mesmo na sua experiência com Deus não se julgar tem alcançado aperfeição, mas ele prosseguia. E tantos outros relacionamentos que quebramos a cabeça, sofremos e só muito depois olhando para traz, tudo faz sentido, o sofrimento passado nos ajuda em muito nas situações que ainda vamos enfrentar. Esperança para Deus é certeza (inconfundível), além disso, é uma promessa.

domingo, 27 de março de 2011

Capítulo 4: Os momentos difíceis produzem esperança.


“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” Rm 5:1-11 Este texto demonstra que os momentos mais difíceis nas nossas vidas produzem esperança, analisando essa passagem bíblica verificamos sempre que a graça e a fé andam juntas (não isoladas como muitos a compreendem). A glória na tribulação como já falei anteriormente parece ser uma ideologia absurda e inpraticada, mas para quem serve a Deus uma benção (o que difere em muito o conceito de benção como conhecemos). Já a esperança de Deus é dado a nós pelo Espírito Santo (que é o selo da salvação) quem tem o Espírito já se faz cumprido a promessa de salvação, não precisa mais ficar na descrença para onde vai (essa é a esperança de Deus que não confunde), é uma esperança que está dentro de nós. Gostaria de abrir um parêntese, quando Paulo fala em “éramos fraco”, ele está falando não da fraqueza do servo, mas do pecador sem Jesus, ou seja, esse fraco-pecador e sem Jesus, nem é a mesmo fraco do texto de segundo corintios doze, e portanto não deve ser confundido com a fraqueza (do servo), que nós estamos falando desde o inicio desse livro.Esse texto se refere quando nós éramos ímpios, talvez (quem sabe) alguém se animaria a morrer por um justo, porém Deus nos ama mesmo vendo o quanto somos ímpios, isso prova o amor incondicional (o amor ágape que tanto falamos).


continua domingo que vem...

domingo, 20 de março de 2011

Capitulo 3 : “Quando sou fraco então é que sou forte.” última parte desse capítulo


Você já percebeu que o povo que não teme a Deus é mais corajoso do que nós? O problema é que na maioria deles só confiam em si próprios, tem mais fé nos próprios braços do que nós no Senhor, os tidos por mundanos (pois cogitam das coisas do mundo corrompido), fazem tantas malandragem, presepadas e absurdas de serem imagináveis.
Tem um conhecido meu que faz motocross, outro fiquei observando ele fazendo acrobacias e pulos na sua moto em uma pista de motocross, eu estava abismado com tamanha loucura que ele aprontava em duas rodas, dava os pulos mais altos do que todos e acelerava violentamente nas curvas, e eu olhando tudo aquilo distante pensava comigo o perigo que ele corria, na possibilidade de uma queda, numa morte trágica, avaliei aquilo e tirei a seguinte conclusão: ele tinha mais fé do que eu (nunca faria um negócio daquele na minha vida) e é porque o cara nem sabe para onde vai, isso que é uma fé absurda (em si mesmo), pois morrendo para onde ele irá?
Só entendendo o que Jesus fez ao nosso favor, compreenderemos o que o apóstolo tanto quer dizer de fraqueza, Jesus sendo Deus deixou se traído por Judas (ou você acha que Ele não podia ter evitado isso?), foi cuspido na cara, tudo isso por amor a mim e a você caro leitor! Não foi para cumprir uma obrigação para cumprir a Lei, mas sim pelo amor com que nos amou.

Próxima semana...

O quarto capítulo:Os momentos difíceis produzem esperança.

quinta-feira, 17 de março de 2011

“Quando sou fraco então é que sou forte.” Capítulo III - Terceira parte


Por que aqueles que acreditam em Deus querem ter um bom emprego? Porque tem um medo terrível de passar fome. Alguns estudiosos, presumem que só existe pobreza por causa dos ricos, quando alguém tem uma casa simples olha pro lado e observa que a casa do vizinho tem jardim, piscina, primeiro andar e carro na garagem nesse momento a pessoa começa a suplantar em sua mente que é pobre. Porque se todos tivesse o que comer, vestir, uma casa para morar e cada um tivesse um emprego para sustentar sua família a idéia de pobreza não haveria, pois todos estariam no mesmo nível econômico. Se todos tivessem casas iguais ninguém se impressionaria com a casa do vizinho, porque estaria no mesmo pé de igualdade. A pobreza é gerada por causa da desigualdade. Não precisamos olhar o mundo para achar um referencial, tendo o que comer e o que vestir estejamos contentes e isso já é o suficiente.
O socialismo cientifico de Karl Max prega a sociedade igualitária (economicamente), o processo de implantação foi que não deu certo (o modelo da União Soviética), mas existe lugares remotos onde se vive com pouco, sem sentir necessidade de quase nada, e mesmo não acessando a internet ou nunca andando de carro mais acabam sendo mais felizes do quê nós. Até porque tecnologia não é sinônimo de felicidade, longe disso, quanto mais simples é a vida melhor é viver.
Os índios são prova disso, era uma sociedade igualitária, todos os homens saiam para pescar e todos comiam, todos iam caçar e todos da tribo se alimentavam, as mulheres iam colher frutas e raízes e todas aproveitavam do bem colhido. O problema é que o europeu chega ao Brasil (por exemplo), ele impõe aos nativos suas vontades, suas culturas e sua maneira de ser, porque se acham mais civilizados do quê o índio, isso ainda acontece hoje, exemplificando: uma pessoa que é portador de deficiência auditiva (desde o nascimento), ele não sente falta de ouvir (dizem os especialistas), ela nunca ouviu como vai sentir falta de algo que nunca sentiu. Portadores de deficiência visual (os que são de nascença), não precisam entender qual a diferença entre verde e amarelo, porque eles nunca virão cores eles não sentem necessidade de fazer diferenciação entre cores. E nós é que fazemos o preconceito, e não compreendemos o outro da maneira que ele é, nossa visão sempre é do lado de “fora” do ser, nunca temos uma leitura de “dentro” e isso só gera o distanciamento e o preconceito.

semana que vem o final do terceiro capítulo.

domingo, 13 de março de 2011

“Quando sou fraco então é que sou forte.” Capítulo III (continuação)


Assim é também na salvação também, o pessoal fica pensando que pode perder a salvação, porque acha que tem que “fazer por onde” e ainda não se libertou do velho dogma da velha igreja, talvez tenha até se libertado da Lei, “mas de vez enquanto”, (pensam eles) “é bom se sustentar nas velhas tradições para obter a concretização da salvação”, e anulam a graça por causa do “fazer por merecer”. O crente precisa fugir do pecado, mas não ter medo de perder salvação.
Nas religiões como os budistas, os espíritas, o catolicismo e agora as igrejas evangélicas tem projetado diversos dogmas e doutrina, para basear que as elas mesmas tenha em si a verdade e acabam sendo as próprias religiões detentoras do conhecimento, capazes inclusive de guiar os fies para salvação, tudo isso para adquirir fies mais comprometidos com toda ritualísca e observadora de todos mandamentos da igreja. É por isso que existe uma membrezia nas igrejas evangélicas para atestar quem são os comprometidos (aqueles que estão firmes e buscam mais plenitude para alcançar essa salvação que encontrou dentro da igreja) e os outros apenas aprendizes das cerimônias da religião tida como evangélica, anulando a Graça de Deus.
Quando entregamos tudo a Deus isso gera em nós aperfeiçoamento, é por isso que o apóstolo afirma que se gloria na sua fraqueza, para a manifestação do poder de Cristo, parece que ele sente um prazer na fraqueza (parece que Paulo gostava de sofrimento). A problemática é que muitos hoje não querem esse tipo de aperfeiçoamento, pois o só pensar em sofrer por causa do evangelho, nos causa arrepios, não quero dizer que o sacrifício tem valor em si mesmo, ao contrário, todo aquele que quer seguir a Jesus as adversidades logo aparecem (isso naturalmente), por isso não quero dar margem a qualquer tentativa de sacrilégio santo, isso não existe, o que há verdadeiramente é renúncia de si mesmo, para que Deus e só mente Ele habite e reine no nosso ser.
Se você perguntar a alguém se quer a glória de Deus na sua vida todos vão querer, agora se você explicar tudo que eu estou exemplificando nesse livro; que a glória do Senhor se apresenta na fraqueza poucos vão realmente querer essa glória, porque para maioria das pessoas acreditam que a manifestação do Senhor só se apresenta nas vitória (confundida com toda sorte de bens matérias) e nos momentos de bonança (sempre algo palpável), e a via geralmente é outra. Na atualidade os que se dizer evangélicos, só querem experimentar o amor de Deus, a paixão (preferem alguns), esse negócio de buscar força através da fraqueza é absurdo para quem só pensa em vencer e tirar proveito a qualquer custo.
(domingo que vem)

domingo, 6 de março de 2011

“Quando sou fraco então é que sou forte.” Capítulo III


“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.
Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.”
2 Cor. 12: 7-10

A terceira coisa que gostaria que ficasse em nossos pensamentos são essas palavras do apóstolo “Quando sou fraco então é que sou forte”, é importante observa que nesse contexto ele tão expõe a mesma idéia dos textos que já lemos anteriormente, mas antes desses versículos ele revela uma visão que teve que viu os céus, que teve uma revelação da palavra de Deus de Cristo para sua vida (se bem que ele não explica o que realmente viu) e para que ele não se ensoberbecesse, foi posto um espinho na carne, esse espinho na carne por vários estudiosos é bastante discutido, porém ninguém pode afirmar o que era realmente isto (até porque Paulo não revela), o que se especula é que fosse malária, talvez epilepsia, perseguições. O certo é algo que o afligia (provavelmente uma doença) e o deixava muito triste, ele chama esse problema como o mensageiro de satanás, que o esbofeteava para que ele não se exaltasse (por causa da revelação), por três vezes pediu ao Senhor que retirasse isso dele, mas a resposta de Deus a sua oração foi que a graça do Senhor já era suficiente, porque o poder se aperfeiçoa justamente na fraqueza.
Este texto é fundamental para entendermos a profundidade dessa fraqueza e é por isso que gosto muito dessa passagem bíblica, porque Deus trabalha nas nossas vidas quando estamos fracos, pois é nesses momentos de franquezas que realmente estamos nas mãos do Senhor, é quando oramos e dizemos a Ele que nossas adversidades não podemos vencer sozinhos. Enquanto nós pensamos que somos fortes temos a presunção de achamos que nós iremos vencer, não entregamos as nossas causas a Deus, e achamos que vamos passar em um concurso público (exemplificando) pelo nosso conhecimento, não colocando o Senhor na frente das nossas batalhas, até dizemos que o Senhor estará conosco que o problema está nas mãos de Deus, mas a verdade é que “tentamos fazer por onde”, porque o problema está em minhas próprias mãos.
(continua no próximo domingo)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A glória está na fraqueza.Capítulo II (continuação)


Voltamos ao contexto, o pessoal de coríntios se vangloriavam em ter dons espirituais, você já percebeu que a igreja que todo mundo tinha dom era nessa referida igreja? No entanto, era de longe a igreja mais bagunçada conforme entendemos nas cartas de Paulo. Era uma igreja problemática que ostentava ter dons de línguas (se bem que não parecia ter alguém que interpretasse), profecias e palavra, e é por isso que o apóstolo diz que as línguas estranhas não eram as mais importantes. Ele considerava a glória própria como sem importância e seu feitos como sem valor algum (por que não alimentava seu ego), longe disso, o que ele presume é que se tem que gloriar em alguma coisa seria na sua fraqueza (o que é absurdo para os religiosos), pois todos querem se orgulha na sua força e em seus feitos heróicos e assim é na igreja até hoje.
O que precisamos entender é que se temos alguma coisa em quer nos gloriar é em nossa própria fraqueza, dessa forma Deus trabalhar em nossa vida, família, trabalho e em nossos relacionamentos. Por que em algumas igrejas tidas por “evangélicas” pensam que se um irmão está com problemas na família o problema é a própria pessoa que está em pecado perante o Senhor, e é necessário você confessar se não, a tendência é piorar (e o irmão vai ter que começar a procurar pecado), depois desse ritual de descobrir o pecado, partem logo para as correntes, a consagração para de algum modo se livrar do problema (isso quando não pedem dinheiro), tudo isso para o irmão alcançar a “glória”, mas a glória de Deus está presente em nossa fraqueza.
As pessoas quando estão desempregadas, buscam, oram a Deus, mas quando arranjam um trabalho, somem da presença de Deus (e não estou falando de faltar as reuniões no templo, e sim a tentativa, frustrada de Adão e Eva ou mesmo do profeta Jonas de esconder e fugir do Senhor), Quantos irmãos buscam no Senhor um casamento para poder ser feliz, quando o cônjuge chega ( e muitas vezes nem é Deus que envia), a pessoa começa a sentir tão realizada que deixa Deus e por fim acabam infelizes no seu casamento porque só serviam ao mestre por interesses próprios.
Na verdade, a glória de Deus se revela no meio das dificuldades é quando estamos nos sentindo só em nosso quarto, ou mesmo quando estamos no meio da igreja mais com um sentimento de solidão imenso, porque o que realmente pensamos é em sair pregando o evangelho para todo o mundo, ao invés de está sentado num banco dizendo que serve a Deus ( e os outros dizendo que você serve a Deus naquela igreja), mas o sentimento é de total desilusão. As igrejas parecem mais um clube de religiosos que se reúnem na sua sede (as quatro paredes, normalmente mais do quê quatro), para realizar uma programação todas as semanas no intuito de adquirir mais membros, com a falsa impressão de que fazendo aquilo vamos conquistar os céus. Perdendo, o verdadeiro significado do evangelho, sendo apenas evangélico não conforme o evangelho, mas na conformidade da religiosidade vigente. Diferente de tudo aquilo que nos é pregado quando aceitamos a Jesus como nosso único Salvador.
É pro isso que Paulo diz: que se gloria na sua fraqueza, e observem que ele tem toda uma narrativa histórica na presença do Senhor, muitos outros poderiam dizer o mesmo, mais vindo dele isso nos apresenta um caráter muito mais sincero (até porque consideramos ele tão forte!), ele traz em si mesmo as marcas de Cristo o padecer, o sofre por amor a Cristo. Todas essas tribulações, dificuldades e adversidades na sua caminhada, ele se alegra não é por causa disso, ele se alegra porque ele é fraco e Deus é bom.

Próximo domingo Capítulo 3: “Quando sou fraco então é que sou forte.”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A glória está na fraqueza. Capítulo II


“São hebreus? também eu; são israelitas? também eu; são descendência de Abraão? também eu;
são ministros de Cristo? falo como fora de mim, eu ainda mais; em trabalhos muito mais; em prisões muito mais; em açoites sem medida; em perigo de morte muitas vezes;
dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um.
Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;
em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;
em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez.
Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas.
Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase?
Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.
O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.
Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas guardava a cidade dos damascenos, para me prender;
mas por uma janela desceram-me num cesto, muralha abaixo; e assim escapei das suas mãos.”
2Cor 11:22-31

Existia na igreja de corintios uma mania de eles se vangloriar, que era uma maneira de auto-justificar perante os homens, achando que por suas boas obras podiam enganar Deus. É por isso a irritação de Paulo, e começar a dizer isso não tem nada a ver com a Palavra de Deus, e se eles quisesse se orgulhar de suas obras da carne ele (o apóstolo) muito mais, e ele começa a trazer um discurso comparativo em relação a qualquer outro irmão que se vangloriava em si mesmo, e ele acaba por narrar uma glória pouco convidativa; uma série de dificuldades, tribulações, perseguições, perigo de morte, açoites, apedrejamento, jejum e fome.
Além disso, o risco que ele corria dos falsos irmãos, dos inimigos íntimos que todos nós temos, e esse é um grande perigo em relação a nós hoje em dia, por que ás vezes nós não sabemos que são nossos irmãos e os bastardos, a parábola do trigo e o joio é bem clara, não é possível discernir entre que é um e quem é o outro, e nem cabe a nós fazer tão separação que irar acontecer só no final, na segunda vinda de Cristo.
No momento passamos algumas privações em relação a isso porque não sabemos em quem realmente quais são os eleitos do Senhor, o que podemos ter é uma perspectiva humana de quem é trigo e quem é joio, e por ser uma visão humana temos a vontade de fazer essa separação o mais rápido possível, ocorre que corremos o sério perigo ao fazer essa separação, iríamos fatalmente cortar o trigo junto com o joio, por isso não compete a nós fazer essa aniquilação, isso é missão dos cefeiros (os anjos) e não prerrogativa nossa. O que não nos impede de usar de bom senso para selecionar o que queremos ouvir, e ser amigo de quem agente gosta, o que não vamos fazer é colocar pessoas no inferno antes da hora (só para repetir: isso não é nossa tarefa. Graça a Deus!).
(continua domingo que vem...)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Fraqueza que Revela Simplicidade. Capítulo I (continuação)


Paulo anunciava o evangelho de maneira bastante clara, sem rodeios, nós podemos ler nas suas cartas, muitas coisas interessantes, onde podemos nos surpreender pela sabedoria e o conhecimento que ele tem de Jesus o que percebemos é que nenhum outro discípulo de Jesus, falou tanto do Cristo como nosso irmão Paulo falou, é por isso que ele mesmo faz menção do seu evangelho, porque ele não conhece Jesus não apenas no contexto histórico, do que Ele fez, mas o que realmente Ele é.
Ele ensina o que Jesus dizia as multidões e aos seus discípulos, repassando para as igrejas é basicamente isso o que faz nas suas cartas para as igrejas do Novo Testamento. Faz uma interpretação dos evangelhos, até porque o povo ainda que viver sobre o regime da Lei e não a Graça, pois de alguma forma distorceram as palavras de Jesus, e ele faz a narrativa de quem realmente é Jesus, o que Ele apresenta, então é por isso que ele diz “em fraqueza”, essa fraqueza que ele retrata simplicidade, e ele continua dizendo: em temor e tremor que estive entre vós (...), não consistiam em linguagem persuasiva, e de sabedoria mais demonstração de Espírito e poder.
Geralmente confundimos simplicidade com falta de unção, mas ao contrário, a simplicidade que o texto nos apresenta não é falta de entendimento de Deus, mas revela o quanto Paulo era humilde de espírito, e o texto continua dizendo que sua linguagem não era persuasiva, e quantas vezes tratamos Deus como fator de persuasão. Quantas vezes já ouvir as pessoas falarem que “Deus falou”, para convencerem pessoas a ouvirem seu próprio discurso (enganando a si mesmos).
A linguagem convincente é apresentada principalmente nos seminários teológicos, onde o tema é bastante tratado até mesmo em forma de disciplina: a homilética (a arte de falar). E porque se fala tanto na maneira de expor o evangelho nos seminários? Para justificar a existência dessas mesmas instituições, pois para essas instituições “líder bom” é aquele que tem um linguajar vasto e uma maneira de convencer o público ouvinte de forma bastante clara, nesse contexto coitado de Moisés! Porque não poderia ser líder, e olhe que o que Moisés fala vinha de Deus, e quando Deus não falava Moisés calava para não dizer besteira. Jonas é outro exemplo, o discurso de não tinha nada de persuasivo, era extremamente condenativo, não é que “ele consegue fazer com que o povo se arrependa”, a verdade disso tudo é que o Espírito faz a obra, não o homem.
Paulo, no entanto, pregava de maneira simples, porém cheio de poder e do Espírito Santo, falava de maneira singela para que os corintios não se apoiasse em conhecimento humano, que ainda hoje é o grande perigo, ou seja, simplicidade com Espírito Santo resulta em poder de Deus, só para lembrar; fraqueza mais Espírito Santo é igual a unção. Era essa e não outra a fraqueza que o apóstolo se referia.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Fraqueza que Revela Simplicidade. Capítulo I


“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria.
Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós.
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder,
para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.”
1 Cor 2:1-5

Nesse texto em particular o autor da carta aos coríntios (Paulo), quando estava reunido com os irmãos de coríntios (na cidade de corintio), ele não usou de ostentação de linguagem ou sabedoria, pois quantas vezes damos mais crédito a quem tem mais estudo ou mesmo nível educacional, do que as pessoas que são mais simples. E se retratando a Paulo, que era muito sábio e grande conhecedor da Lei, no entanto, ele não queria pregar algo que o ostentasse, para demonstrar que ele sabia mais, maior conhecimento, nada disso, ele apenas pregava Cristo de forma bastante simples (simplicidade), sem filosofia, psicologia, entendimento humano, sem nunca se desviar da verdade, apresentando Jesus como Ele È.
A primeira coisa que eu gostaria que tivéssemos em mente é que a fraqueza nos revela a simplicidade. O texto ainda fala que Paulo decidiu nada saber entre os da igreja de coríntio, a não ser Cristo e esse crucificado, ou seja, além de fala só de Jesus em sua essência, trazendo o evangelho simples que é o evangelho da cruz, ele fala de Cristo o salvador que foi morto (o que aparenta ser uma contradição), o que era um escândalo para os judeus.Porque a verdade quando falamos de cruz hoje em dia (redenção pela cruz), não é a mesma idéia no contexto judeu, a concepção era totalmente outra, era de prisão, de modo que a quem Paulo pregava na visão judaica era um Jesus criminoso, mentiroso e ladrão (além de agitador de multidões), um Messias preso era um salvador incapaz, e além de tudo morto.
(continua domingo que vem...)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Quando pensamos que somos fortes. Introdução


Meus amados leitores, o nome desse presente livro é tirando força da fraqueza, quando falamos de fraqueza geralmente, nós lembramos logo do “fraco na fé” (pois Paulo fala do “fraco na fé”), mas nos textos que iremos mencionar em particular as cartas de Paulo, demonstra outra idéia de fraqueza, normalmente confundimos essa fraqueza com “o irmão que não está vindo para a igreja”, “o irmão que não lê a Bíblia” ou mesmo aquele que não tem uma “oração de poder” e por isso não costuma orar em público, no entanto, a fraqueza que Paulo está falando em seus textos, não tem nada a ver com isso, e por isso não é entendida por nós.
Constantemente ouso dizer: “está firme irmão!?” (os irmãos já questionam o “irmãozinho” com um certo ar de vanglória, como se estivessem revestidos de poder). Sinceramente queridos, já tive muitos momentos de tristezas, de tentação, tribulação na vida mais nunca deixei de está firmado, firme na fé em Cristo que é a rocha da minha salvação, porém já passei por diversas dificuldades, Paulo fala de momentos de dificuldades (que todos nós temos) e os chama de fraqueza, não que deixamos de ser firmes, mas que passamos por momentos difíceis.
Geralmente nós identificamos se alguém é fraco através da aparência, isso é porque temos mania de julgarmos as pessoas pelo que elas aparentam ser, um exemplo disso é quando eu trabalhava no comércio (no Shooping), as pessoas me viam com uma certa autoridade, inclusive os funcionários da loja, principalmente o pessoal que estava subordinado a mim, e alguns clientes me vendo trabalhar pensavam logo que eu “ganhava bem, entendia tudo, bem estudado”, e minha função não era muito simples de se executar, e algumas pessoas olhavam para mim fazendo o um trabalho com uma certa habilidade. No entanto o que mais caracterizava isso era o uso da gravata, por eu andar todo alinhado, mangas compridas, calça social, diferenciava dos outros (principalmente a utilização da gravata, pois só era eu que usava), era como se eu tivesse “algo a mais”, diferente dos outros, mas na verdade não era isso.
E até mesmo na própria igreja as pessoas são bem vistas pela autoridade, pelo modo de falar, de vestir e a gente esquece das pessoas que estão no banco que tem muitas mensagens para nós, no entanto, não participa, pois não é dado oportunidade, e a gente acaba colocando sempre as mesmas pessoas no púlpito da igreja, e esquecendo daquelas que são mais humildes, privilegiando alguns em detrimento de outros, e as pessoas que não estão participando constantemente no púlpito, acabam sendo consideradas como de segundo nível por assim dizer (como se estivessem nos bancos e cadeiras da igreja como se estivessem para aprender), e com essa “brincadeira” muita gente passa muitos anos e se acostuma a ficar “aprendendo”, resultado disso é que nunca chegam a ser líderes, muitas vezes porque tem no pastor o referencial de líder, ou no presbítero, até mesmo no líder de departamento, e a realidade é que a oportunidade nunca chega para esses irmãos.
O que eu quero dizer com isso, esta questão de “achar” o irmão fraco ou forte é algo muito complicado de agente prejulgar isso, é claro que a alguns casos bastante nítidos, uma das palavras de Paulo sobre a temática ele diz que aquele que pensa está em pé cuidado para não cair(1Cor10:12), e Jesus em uma parábola ele ressalta que certo homem fez uma grande plantação e quando e após ter colhido, ficou tão contente com o que havia colhido que teve a presunção de acha auto-suficiente, Jesus encerra dizendo: Louco hoje mesmo pediram a sua alma e para quem será? Fraqueza no modo Paulino não é a mesma concepção nossa (como já falei anteriormente), porque para ele quando a pessoa está forte é então que está fraca, e quando você está na fraqueza é que você é forte.
Rogerio de Oliveira